7/29/2011

Estou feliz. (:

7/26/2010

Perdi o medo e amo loucamente.
A vida é mais bonita quando se aprende a simplificar, ver de forma simplificada, agir.
E é sempre bom aprender e crescer com quem se ama ao lado.
"É impossível ser feliz sozinho". (:

5/11/2010

Meu coração que nunca amou.

Não quero acumular perdas ao longo da vida. Não quero ser descontrolada pelo resto da vida. Não quero magoar mais ninguém. Sobretudo, não quero mais me magoar. Ser a louca não é fácil. É horrível e torturante. Saber que está fazendo uma coisa que não faz o menor sentido, sofrendo por uma coisa que não tem razão e ainda assim, seguir em frente na loucura e na insensatez. Ter a certeza de que põe tudo a perder por devaneios escrotos vindo de não sei onde. Medo de amar cegamente. Medo de perder quem eu amo, sabendo que se algo vai trazer essa perda é meu próprio medo sufocante. Que sufoca a mim e a você. Li e concordo que as vezes é nescessário sentirmos algum tipo de dor para termos a sensação de "estou vivo", mas sinto que estou viva o tempo todo e as vezes, não sei se é isso que eu quero. Não a esse custo. Não poder amar. Não permitir ser amada. Que absurdo! Cobro demais de mim, cobro demais de você. Acho que eu sou demais para mim mesma. Talvez eu me baste. Talvez eu sozinha seja a melhor eu que tenho para oferecer a mim e a você. O problema recorrente sou eu. A loucura permanete é a minha. Tenho a certeza de tudo o que somos, tudo o que podemos ser e tudo o que sem dúvida, nós sentimos. Por que não ser prática e simples, como você é? Porque talvez eu não seja assim. Talvez eu não tenha nascido (se é que se nasce pré-disposto ou não) para relacionamentos saudáveis. Quem sabe eu tenha nascido para morrer sozinha, como uma mulher independente e neurótica. Pode ser que eu tenha que pagar terapeutas pelo resto da minha vida para conseguir alguma estabilidade amorosa e psicológica. "Oi, me ajude a amar como uma pessoa normal?" Que patético. Incapaz de não ferir. Não ferir a mim mesma e a você. Não ferir quem participou do meu passado. Já enganei e enganei a mim, enganando outra pessoa. Perdi bons sentimentos, fiz crescer mágoas, dor e uma culpa indiscutível. Será que essa sou eu? A megera amável e egoísta. Não quero ser. Não quero ser a responsável por mais um adeus. Não agora. Não com você.
Mas no meio disso tudo, pode ser que meu coração simplesmente não mereça ser amado.

5/10/2010

"O ímpeto de crescer e viver intensamente foi tão forte em mim que não que não consegui resistir a ele. Enfrentei meus sentimentos. A vida não é racional; é louca e cheia de mágoa. Mas não quero viver comigo mesma. Quero paixão, prazer, barulho, bebedeira, e todo o mal. Quero ouvir música rouca, ver rostos, roçar em corpos, beber um Benedictine ardente. Quero conhecer pessoas perversas, ser íntima delas. Quero morder a vida, e ser despedaçada por ela. Eu estava esperando. Está é a hora da expansão, do viver verdadeiro. Todo o resto foi uma preparação. A verdade é que sou inconstante, com estímulos sensuais em muitas direções. Fiquei docemente adormecida por alguns séculos, e entrei em erupção sem avisar."
Anais Nïn

4/28/2010

Remember me.

Eu gosto de aventuras. Não sou "o tipo de garota que gosta de aventuras", porque eu não sou "um tipo de garota". Se eu fosse, teria de entrar em algum tipo de grupo, com qualquer tipo de rótulo ou essas coisas que envolvem estereótipos. E eles são bons, ótimos, para quem vende coisas. E só. Vende roupas, acessórios, música e tudo isso que envolve pesquisa de mercado. "Qual é o consumidor que você quer para o seu produto?" Qual é o produto que eu quero consumir? Eu consumo, não ele a mim.
Não curto esse lance de ser previsível, é chato. As pessoas esperarem uma reação, um ato, uma escolha, um sentimento e então magicamente, você vai lá e faz. Faz exatamente como imaginavam que você faria. Sem surpresa, sem emoção. Eu gosto de ser imprevisível. Naturalmente imprevisível. Gosto de surpreender até a mim mesma. De fazer o que eu disse que nunca faria, dizer o que achei que nunca diria, me apaixonar pelo cara que vi na tevê, que parecia ser feio, mas... como ele é sexy! Gosto de ver que eu ainda existo dentro de mim com minha paixão pela vida, pelas pessoas. Gosto de estar dividida entre garantir ou arriscar.
Gosto de passar por uma fase paradona, sumida das sociais, dos bares e festas. Depois passo para a agonia da loucura, euforia, espasmos de energia e fome de viver. Sempre fui "ou tudo ou nada". Me jogo nos relacionamentos, nos prazeres, nos vícios, vontades... tudo o que desperta o meu desejo. Posso ser (ou parecer) mansa quando quero, mas gosto mesmo é de ser impactante. Gosto de marcar as pessoas que passam pela minha vida, a ideia de passar em branco não me agrada. As vezes não sei medir meus atos, como diz a música "i was never loyal, except to my own pleasure zone". Isso não é exatamente motivo de orgulho, menos ainda quando sei que já machuquei pessoas muito queridas, por isso. Mas analisando hoje, no momento em que estou, essa é a grande realidade. Quando a história se repete ano após ano, eu vejo que eu sou assim. Eu gosto de me aventurar. Não sei ainda se preciso, mas sei que gosto e muito disso! Correr riscos, admirar, desejar. Fazer correr riscos, ser admirada, ser desejada. Pra mim tudo é via de mão dupla. Não me meto aonde não me querem.
Sou explícita. Sou objetiva usando a minha tão querida companheira, a subjetividade. "Ok, ambos sabemos do que estamos falando." Se você não sabe, você nunca despertou meu interesse.
Viver a vida é uma delícia quando se é nova e louca. É quase como jogar dados. Eróticos.